Nascido em Poá (SP), Eduardo Lyra estudou Jornalismo na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Aos 23 anos, acumula passagens pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos e pelo Grupo Mogi News, onde atuou como repórter. Em 2010, foi considerado repórter revelação pelo Instituto Itaú Cultural. No mesmo ano, escreveu “Dialogando com Lideranças”, título do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Nele, o autor ficou frente a frente com personalidades nacionais, como Oscar Niemeyer, Fernando Collor, José Dirceu, Fernando Morais, entre outros. Em 2011, com a colaboração de amigos, fundou o projeto “Gerando Falcões”, com a finalidade de resgatar a autoestima da juventude brasileira, iniciativa que se tornou uma extensão de “Jovens Falcões”.
Social: um cara que quer mudar o mundo.
Profissional: sou escritor e jornalista, mas ainda aprendiz, porém trabalho 17
horas por dia. Alguém pode saber mais do que eu, mas não deseja algo tanto
quanto eu. Estou sempre disposto a dar a vida por uma idéia. Pessoal: amo minha
família perdidamente.
Cáh: Qual a sua maior motivação/inspiração de
vida?
Eu acredito que tudo é possível e todo
mundo pode. Isso gera uma motivação transformadora. Não vejo nada como
impossível. Se algo na minha vida sai errado, não significa que é impossível,
apenas, eu não encontrei o caminho certo. E quero passar isso para o maior
número de pessoas possível. O jovem pobre, negro, da favela, do morro, precisa
saber que não existem limites e ele pode ser seguramente tão grande quanto
quiser. Ainda hoje, algum jovem deu certo na vida, mas todos podem. Eu sai da
favela, estudei Jornalismo e escrevi dois livros. Se eu posso, todos podem. O
jovem tem que ser um sinal de novos tempos para o Brasil e o mundo!
Cáh: É autor dos livros “Dialogando com Lideranças” e “Jovens Falcões”, de onde surgiu a ideia
de escrevê-los, e qual foi a maior motivação?
Surgiu
do desejo de dar certo na vida e causar uma transformação. Todo mundo quer
deixar a sua marca no mundo, enquanto ganha um dinheiro para viver. Consigo,
mesmo que ainda de forma sorrateira, fazer as duas coisas. Mas isso não é nem o
começo. A coisa vai muito longe...
Cáh: E
qual foi a maior dificuldade que enfrentou?
Não
é fácil nascer pobre e desejar o pódio no Brasil. Foi difícil não ter grana
direito nem pra pagar a faculdade, mas foi mais prazeroso. Quando olho pra trás
só posso dizer que valeu a pena. Aliás, sempre vale a pena. Tem muito jovem que
podia se tornar presidente, mas preferiu desperdiçar o próprio talento perdendo
as chances ou simplesmente, não criando as suas oportunidades.
Cáh: Em uma oportunidade, vi que fundou o
projeto Gerando Falcões, fale um pouquinho mais sobre ele, e de onde surgiu a
ideia de cria-lo?
Gerando Falcões atua nas escolas das
periferias provando para o jovem que é possível ser. Nasceu junto com o projeto
do livro Jovens Falcões.
Cáh: Foi considerado repórter revelação pelo
Instituto Itaú Cultural em 2010, nos conte um pouquinho mais sobre isso, e como
foi à sensação de poder estar sendo reconhecido pelo seu trabalho:
Foi incrível. Eu decidi competir e isso
que fez a diferença. Num dado momento achei que ia perder e não devia
participar, mas de repente eu pensei: o não eu já tenho, agora preciso ir atrás
do sim. Fui, e deu certo. É sempre melhor tentar. Não podemos aceitar o não tão
facilmente. Tem um jeito de fazer dar certo. É só encontrar. Ele pode estar debaixo
do seu nariz.
Cáh: Quais os cargos que exerceu até hoje?
Editor-chefe aos 20 anos do Jornal Cenário
Notícias. Assessor de Imprensa da prefeitura de Ferraz. Repórter especial do
Grupo Mogi News. Fundador do projeto Gerando Falcões e militante da causa jovem
no Brasil. E agora, autor da editora Novo Século, mas virão outras coisas em
breve, mas sempre com humildade: preciso provar muito. Tem gente fazendo dez
vezes mais do que eu. Preciso correr. E você
Cáh: O que mais gosta de fazer no seu tempo
livre?
Ler e ouvir as pessoas relatarem como
erraram e como deram certo.
Cáh: Cite um filme, uma música, um cantor e uma
banda:
Assista o filme Invictus. É a história de
um homem que podia odiar, mas preferiu amar. Quem ama vive mais.
Cáh: Qual a maior lição de vida, que leva e
gosta de compartilhar com as pessoas ao longo desses anos?
Não importa de onde as pessoas vieram, mas
sim para onde elas estão indo. Nunca duvide de um homem, pois de repente a vida
muda.
Cáh: Deixe uma mensagem aos leitores do blog, aos amigos, aos admiradores do seu trabalho ....
Na
vida é possível comprar muita coisa, mas o tempo voa e não negocia com ninguém,
portanto aproveite cada segundo realizando seus maiores sonhos e fazendo outras
pessoas sonharem juntas, porque senão, perde a graça e desmorona tudo.

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